2º Edital de Bolsas – Relato Bolsista

Amigos, boa tarde!

Recém-chegada do Canadá, nossa bolsista Fernanda Santana deixou um relato para aqueles que querem saber um pouco mais sobre sua experiência na Université Laval:

“Em agosto de 2013, quando decidi que tentaria um intercâmbio, eu tinha dois objetivos em mente: a escolha de universidade francófona e a excelência no ensino de direito internacional. Ao comparar as universidades com as quais a UFMG tinha convênio, não tive dúvidas em escolher a Université Laval em Québec, no Canadá.

A ULaval foi a minha primeira e única escolha. Cursei quatro disciplinas, uma do último ano da graduação – “Direito da Propriedade Industrial” – e mais três do mestrado – “Igualdade e Discriminação”, “Segurança Alimentar Mundial” e “Direito da Organização Mundial do Comércio”. Quando as escolhi, minha intenção era complementar minha formação na Vetusta, buscando temas pouco presentes no currículo de direito, mas que despertavam meu interesse.

Muito embora tenha cursado “somente” quatro disciplinas, o nível de exigência de cada uma delas foi altíssimo, sem contar a dificuldade natural em se acompanhar aulas em outra língua. Com o tempo e uma boa dose de resiliência, eu me habituei ao ritmo das aulas e ao sistema de avaliações e tudo foi se tornando mais natural. O que aprendi em ULaval irá me auxiliar no projeto que desenvolverei no Brasil assim como influenciará meu tema de monografia.

Como nem tudo em um intercâmbio é só estudo, nos cinco meses que vivi no Canadá, tive contato com uma realidade social e cultural completamente distinta da brasileira. Essa foi a primeira vez que saí do país e, nos primeiros meses, o choque cultural somado às condições extremas do inverno canadense, me fizeram pensar no porquê eu havia escolhido o Québec. Sentimento que com o tempo se amenizou e deu lugar a admiração que passei a ter por essa terra e por quem é daqui.

O canadense, em geral, é bem mais reservado e direto que nós brasileiros, mas se há algo que os caracteriza é a gentileza. Não houve momento em que tenha precisado de auxílio e algum deles não estivesse pronto a ajudar. E foi assim desde o simples ato de atravessar a rua , quando os carros param ao te ver a metros de distância, até o trato com colegas e professores na universidade. Se no primeiro mês me questionei a respeito do Québec, hoje, a ponto de voltar para o Brasil, eu não posso me sentir mais satisfeita e aliviada a respeito dessa escolha.

Eu aprendi a apreciar a beleza do Québec e a gentileza típica dos québécois e québécoises e quero poder levar tudo que aprendi na melhor e mais enriquecedora experiência da minha vida para a minha realidade no Brasil. E aqui, eu quero agradecer a todo o suporte que a Associação Amigos da Vetusta me deu e continua me dando desde o início do meu intercâmbio.”

Gostou da iniciativa?

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